Você sabia?

Até 2025, os fogões a gás serão banidos! A ideia é de investir em aquecimento por bombas de calor. Será que essa será uma boa ideia?

Recentemente foi anunciado pelo Chanceler Philip Hammond que embora os fogões a gás ainda sejam permitidos, o aquecimento desta maneira para novas casas será banido até 2025. No campo, a ideia é que o aquecimento seja feito por bombas de calor e que os fogões sejam de indução, em vez de usar caldeiras. Nas cidades, novas propriedades habitacionais e apartamentos devem ser mantidos aquecidos por redes de água quente.

Segundo relatório da comissão independente sobre mudanças climáticas, se recomenda que as modificações sejam feitas para novas moradias no início, por ser muito mais econômico dessa forma. Enquanto instalar um aquecimento de baixo carbono em uma nova casa custa U$4.800, uma adaptação em imóvel já existente pode chegar a  U$26.300. O comitê tem ainda o desafio de estabelecer um caminho para o Reino Unido cumprir seus objetivos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 80%.

Por parte do governo, a proposta é investir 6 bilhões de libras para melhorar a eficiência energética nas populações de baixa renda e famílias vulneráveis em uma década. A renovação do estoque imobiliário do Reino Unido deve ser tratada como uma prioridade de infraestrutura nacional, revela ainda a comissão.

Mesmo assim, em 2018 as  emissões provenientes da habitação aumentaram, quando era esperado que começassem a diminuir. O resultado reflete principalmente a utilização de caldeiras de aquecimento, fonte pouco discutida de gases de efeito estufa. A comissão diz que para cumprir as metas climáticas, todas as casas no futuro terão de eliminar virtualmente suas emissões.

Enquanto de um lado culpa-se o corte no financiamento para a eficiência energética residencial e a relutância do governo em investir em casas privadas isolantes – já que se acredita que as pessoas que são capazes de pagar devem atualizar suas casas sem dinheiro público -, do outro porta-vozes afirmam categoricamente que o Reino Unido reduziu as emissões mais rápido do que qualquer outra nação do G7, movendo-se para uma economia mais verde e limpa, continuando a crescer economicamente no cerne da estratégia industrial moderna, complementando que considerações cuidadosas estão sendo tomadas em relação às recomendações do comitê.

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