Vivemos atualmente em meio a um cenário totalmente distinto. De certa maneira, a utilização do ar-condicionado tende a ser uma dúvida para quem ainda precisa sair de casa com o carro. Neste caso, a Febrava entrevistou o professor e engenheiro mecatrônico Sergio Eugenio da Silva, que retrata as melhores opções para uso do seu ar-condicionado automotivo. Confira!

Uso da máscara? Ok. Mas e quanto ao uso do ar-condicionado automotivo? É importante avaliar a qualidade de ar de dentro do seu veículo antes de consumi-lo durante o dia. Afinal, os cuidados em ambientes pequenos e fechados também são essenciais em meio a pandemia que vivemos atualmente.

Certamente o uso do ar-condicionado dentro de um veículo é sinal de proteção e segurança, uma vez que os índices de contaminação em seu interior sejam baixos em relação ao ar do lado de fora. Neste sentido, a chance de contrair vírus, bactérias e fungos é até 4 vezes menor. Apesar disso, segundo o professor Sergio*, é necessário que o aparelho seja higienizado dentro das especificações do fabricante. E que, ainda, se faça a substituição da cabine com limpezas constantes.

Conversamos com o professor sobre os cuidados com o ar-condicionado automotivo. Confira sua uma aula sobre os cuidados para a nossa saúde e para o bom funcionamento do equipamento.

Princípios de higienização do ar-condicionado automotivo

O professor Sergio menciona que a troca de filtro é um item opcional de série. Isto significa, segundo a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que não é obrigatório vir de fábrica. É por este motivo que se torna indispensável a higienização para acabar com possíveis colônias de fungos que ocorrem no interior dos veículos, em principal dentro da caixa de ar-condicionado.

“A importância do filtro se dá no transporte de vírus e bactérias, que geralmente usam as poeiras para o adentrar o veículo. Pela minha experiência em pesquisas particulares, e como as próprias instituições recomendam, é importante que a descontaminação do climatizador e a substituição do filtro seja feita a cada 3 meses”, menciona.

Ou seja, o próprio ambiente interno do automóvel, junto com o duto de ventilação, se não forem bem higienizados, podem ser uma fonte de particulados de fungos e bactérias.

Marelo Munhoz, Diretor da Abrava, afirma que de fato segundo os fabricantes de sistema de refrigeração, o ideal é a troca dos filtros em um período de 3 meses pensando que estamos em meio a uma pandemia. No entanto, o tradicional é que seja feito a cada 6 meses.

Além disso, o executivo reitera que em um cenário com apenas um indivíduo dentro do carro, o ideal é manter os vidros fechados e caso esteja sendo respeitado a manutenção do ar condicionado, mantê-lo ligado em uma temperatura também segura para o grau corporal.

Afinal, não há melhor forma de evitar o contágio do que a prevenção.

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A utilização da recirculação do ar em um automóvel

Mas, o que é a recirculação de um carro?

O entrevistado Sergio explica que é uma janela que existe na carroceria, na qual pode ser aberta ou fechada pelo usuário quando se estiver numa estrada cheia de poeira, ou atrás de um ônibus soltando fuligem. Os casos ocorrem também em situação de mau cheiro nas ruas ou em caso de queimadas.

Isso significa que é necessário entender sobre a qualidade do ar para, por exemplo, saber quando usar o botão de recirculação.

Sergio ainda explica que essa condição não deve exceder mais do que 15 minutos. O motivo é pelo índice de CO2, que por consequência aumenta no interior do veículo, fazendo com que exista a diminuição da velocidade da hemoglobina, resultando em sonolência, o que prejudica a concentração ao dirigir.

Novas tecnologias que auxiliam na limpeza do ar-condicionado automotivo

Algumas montadoras em específico já trabalham com sistemas que utilizam o uso de raio UV para colaborar na limpeza do ar. A tecnologia é conhecida e já usada há 70 anos em hospitais, e aplicada para esterilizar superfícies e até mesmo filtrar água.

No carro, essa ação pode ser aplicada na captação do ar-condicionado. Isso faz com que se quebre as estruturas moleculares de muitos vírus e bactérias. “Essa luz não filtra, mas destrói aqueles vírus, matando-os”, comenta Marcelo.

No metrô de São Paulo, por exemplo, alguns testes já têm sido feitos em vagões. É uma novidade já existente, só precisa de visibilidade para que sejam cada vez mais úteis para nossas vidas.

Para Sérgio, uma tecnologia que já existe e está mais próxima atualmente é a limpeza mecânica, feita diretamente na caixa de ar condicionado. No entanto, ainda menciona o ozônio e peróxido de hidrogênio para casos não tão críticos, como meio de prevenção.

Por fim, o professor e profissional de engenharia reitera a necessidade de:

  • Manter o veículo limpo interna e externamente;
  • Substituir o filtro e higieniza-lo a cada 3 meses;
  • Não deixar exposto ao sol, para que não solte compostos voláteis de plásticos, borrachas, solventes, etc;
  • Usar o aparelho de climatização uma vez por semana independente do clima.

Além disso, monitore sempre a qualidade do ar em ambiente interno, seja para operar ou remodular uma operação. E não se esqueça: não diminua ou aumente muito seu ar-condicionado. O correto é 23º, mais ou menos que isso é prejudicial à saúde.

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Cuide-se e continue acompanhando a Febrava para mais informações sobre o mercado de ar-condicionado automotivo, que em 2019 lançou sua primeira área especialmente dedicada ao setor.

*Sérgio iniciou sua vida profissional em meados de 1987, ainda com 12 anos. Já nessa época, teve total ligação com veículos e seus ares condicionados. Atualmente, é proprietário da Super Ar, centro técnico especializado em climatização.

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