Desafios na preservação da cadeia do frio

Hoje, mais do que nunca, a diminuição de perdas e desperdícios, além da preservação da qualidade dos alimentos ao longo da cadeia de frio, tornou-se extremamente importante e constitui o que poderíamos chamar de uma causa nobre para as empresas que são capazes de fazerem contribuições tecnológicas que contribuam positivamente para esse fim.

O que sabemos até agora sobre perdas de alimentos na América Latina?

Nossa região, que abriga aproximadamente 9% da população do planeta, desperdiça estatisticamente 20% dos alimentos produzidos no mundo. Estamos falando de até 127 milhões de toneladas de alimentos perdidos por ano. Isso equivale ao desperdício diário de 348 mil toneladas de produtos comestíveis por dia. O que, por sua vez, representa 223 kg de alimento desperdiçado per capita por ano, sobre a população total de nossa região.

Estes são mais que números assustadores provenientes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, especialmente se considerarmos que quase 43 milhões de pessoas sofrem de fome na América Latina e no Caribe, o que representa mais de 7% da população total de nossa região.

Por outro lado, a emissão de carbono que o desperdício de alimentos representa globalmente é enorme, a ponto de que, se o desperdício orgânico de produtos alimentícios fosse considerado um país em si, esse seria o 3º maior emissor de gás de efeito estufa, atrás da China e dos Estados Unidos.

O impacto dos resíduos orgânicos não é apenas ambiental, mas social. Quase 50% do lixo que se acumula ao ar livre em áreas próximas a áreas densamente povoadas é orgânico, o que gera o imenso risco de gerar doenças infecciosas, pragas ou contaminação bacteriológica.

A transformação de resíduos alimentares em uma fonte de energia limpa e renovável é possível. Já existe a tecnologia aplicada a dispositivos domésticos e comerciais para a trituração de resíduos orgânicos, bem como a infraestrutura para armazenamento de resíduos, sua subsequente coleta, transporte e disposição final em digestores anaeróbicos, embora ainda não sejam amplamente divulgados e adequadamente desenvolvidos na América Latina.

As soluções de tecnologia ativa do início ao fim da cadeia do frio garantem boa qualidade e preservação de alimentos.

Aproximadamente 90% do desperdício de alimentos em nossa região ocorre em algum momento da chamada cadeia do frio, portanto, o grande desafio é preservar a qualidade dos alimentos da produção agrícola, através do processamento, armazenamento e distribuição no atacado para lojas de varejo, chegando à mesa do consumidor final. Note-se que, entre cada um dos elos da cadeia, está o transporte de alimentos, um elemento-chave para garantir sua qualidade e preservação.

A qualidade e a preservação dos alimentos também pressionam enormemente os recursos preciosos e indispensáveis ​​à vida em nosso planeta, como a água usada para irrigação, entre outros. Isso se considerarmos que os agricultores são forçados a produzir até 30% a mais do que deveriam, apenas para compensar o que é perdido devido à deterioração durante a colheita e os estágios posteriores e iniciais de seu processamento. Está produção extra expande o desmatamento e impulsiona o uso de fertilizantes e cultivos transgênicos.

Esta é uma curadoria de conteúdo da RX Brasil sobre Desafios na preservação da cadeia do frio. Para continuar lendo, acesse o site BoasPraticasNet.

Facebook Comments Box